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Medicina do trabalho para empresas de Goiânia e região metropolitana Seg. a sex., 7h30 às 17h, com agendamento · (62) 3661-0052

Monitoramento biológico de solventes em Goiânia

Exames de urina que identificam o que o organismo fez com os solventes inalados ou absorvidos pela pele. Servem para o médico do trabalho verificar se a exposição prevista no PGR está controlada. Atuamos com empresas de Goiânia e região metropolitana.

O que é

Solventes orgânicos, como tolueno, xileno, estireno e acetona, evaporam com facilidade e são absorvidos principalmente pela respiração, mas também pela pele. No corpo, eles são transformados em outras substâncias, os metabólitos, que saem pela urina. Dosar esses metabólitos permite estimar a exposição real do trabalhador, inclusive a parcela que nenhuma medição de ar consegue captar, como a absorção cutânea.

É uma das frentes do monitoramento biológico ocupacional, definida pelo médico responsável pelo PCMSO a partir dos produtos químicos listados no PGR.

Exames disponíveis

Exame (urina)Relacionado principalmente a
Ácido hipúricoTolueno, se o médico do PCMSO optar por esse indicador
Orto-cresolExposição ao tolueno
Ácido mandélicoExposição a estireno e etilbenzeno
Ácido trans,trans-mucônicoExposição ao benzeno
FenolExposição ao fenol
AcetonaExposição à acetona
Etanol e metanolContato com esses álcoois, quando previsto
Painel de metabólitos urináriosMisturas de solventes, conforme o programa

Para quem é

O monitoramento se aplica a funções em que o PGR aponta contato relevante com solventes, por exemplo:

  • pintores industriais e automotivos, funileiros e preparadores de superfície;
  • trabalhadores de gráficas, fábricas de colas, tintas, vernizes e adesivos;
  • indústria de calçados, couro, plásticos e fibra de vidro (estireno);
  • laboratórios químicos e setores de limpeza técnica e desengraxe.

Nem todo produto com cheiro forte exige monitoramento biológico. O ponto de partida é a ficha de dados de segurança (FDS) dos produtos e a avaliação de riscos do PGR.

Como funciona

  1. Mapeamento dos produtos: cruzamos a composição dos produtos usados com os indicadores previstos no PCMSO.
  2. Planejamento da coleta: como a maior parte desses metabólitos sai do organismo em pouco tempo, a amostra normalmente é colhida no fim da jornada, e alguns indicadores consideram o fim da semana de trabalho. A orientação exata vem do programa.
  3. Registro de interferentes: anotamos fatores que podem alterar o resultado, como uso de medicamentos, consumo de bebida alcoólica, tabagismo e certos conservantes de alimentos.
  4. Análise e avaliação médica: o laudo laboratorial é interpretado pelo médico do trabalho, que relaciona o resultado à função e às medidas de proteção.

Preparo, disponibilidade e prazos são informados no agendamento. Como os metabólitos de solventes mudam ao longo do dia, combinar com o RH a coleta no horário certo é parte essencial do serviço.

O que a empresa recebe

  • Resultados individuais avaliados pelo médico e arquivados no prontuário;
  • Visão por setor, útil para identificar postos em que a ventilação, a cabine de pintura ou o EPI não estão funcionando como deveriam;
  • Dados que integram o ASO, o relatório analítico do PCMSO e o evento S-2220 do eSocial.

Base normativa

A NR-7 exige que o PCMSO contemple o monitoramento biológico dos agentes químicos relacionados em seu anexo e permite que o médico inclua outros indicadores com fundamento técnico. Para o benzeno, há legislação específica, tratada na página de benzeno e série histórica.

Por que fazer com a Medicina do Trabalho 1

Ajudamos a empresa a transformar a lista de produtos químicos em um plano de coleta claro, por função, e organizamos os exames junto com o periódico, evitando convocações repetidas. O resultado volta para o RH com orientação prática, e não apenas como um número solto num laudo.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre monitoramento de solventes

Por que a coleta de urina é feita no fim do expediente?

Porque muitos metabólitos de solventes aparecem na urina logo após a exposição e diminuem em poucas horas. Coletar no momento indicado no PCMSO garante que o resultado represente a jornada de trabalho.

A alimentação pode alterar o resultado?

Pode, em alguns indicadores. Certos conservantes de alimentos, bebidas alcoólicas, cigarro e medicamentos interferem em determinados metabólitos. Por isso registramos essas informações na coleta, e o médico as considera na interpretação.

A empresa usa várias tintas. É preciso dosar tudo?

Não necessariamente. O médico define os indicadores a partir dos solventes predominantes nos produtos e da avaliação de riscos do PGR. Em misturas, pode ser indicado um painel de metabólitos.

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